Resenha - Desigualdade de Gênero

 Resenha - Desigualdade de Gênero

Como parte do cronograma do Pibid, tivemos no mês de outubro a missão de discutir a respeito de um tema bastante polêmico e atual, a desigualdade de gênero. Os materiais analisados incluíram uma reportagem da Revista Nova Escola “Escola e família reforçam desigualdades de gênero, apontam pesquisas” e um plano de aula, da mesma revista, elaborado para o 8º ano. 
Na reportagem citada, a economista e especialista em políticas educacionais Priscilla Tavares, explicita de maneira clara e contundente, o quanto os estereótipos de gênero atrapalham o desenvolvimento das habilidades e capacidades das meninas, principalmente na área de exatas. Na maioria das vezes, esse padrão é reproduzido em  casa e infelizmente continua a ser reforçado na escola. 
Podemos perceber que atitudes simples como a escolha de brinquedos na infância, por exemplo, podem vir a colaborar (ou atravancar) habilidades que envolvam noção espacial, raciocínio lógico e matemático. Muitas pesquisas já explicitam que os brinquedos considerados “para meninos” são capazes de promover potencialidades que as bonecas não são. É claro que isso não deve desmerecer o faz-de-conta, mas sim assegurar que as crianças deveriam ter a oportunidade de experimentar e brincar com brinquedos dos mais diversos tipos, desde cubo mágico e carrinhos  bonecas e panelinhas. Dividi-los por gênero apenas reforça a ideia de que meninos e meninas já nascem predestinados a funções específicas, criando adultos que manterão a mentalidade de que homens não devem cuidar da casa e dos filhos; e de que mulheres não podem ou não têm capacidade para desempenhar funções que exijam raciocínio lógico e matemático. Além disso, muitos destes estereótipos corroboram para a perpetuação de uma cultura machista e patriarcal, que faz com que muitos pais acabem por atribuir equivocadamente e sem contexto algum, que um brinquedo pode vir a influenciar a orientação sexual dos filhos.
O plano de aula proposto pela revista para tratar deste tópico em sala, incentivou o debate do assunto, utilizando de recursos didáticos como questões disparadoras, situações de estudo que permitissem aos alunos se colocar no lugar mais vulnerável (o da mulher) além de fazer com que os estudantes pudessem expor reflexões e argumentos cabíveis, sempre visando a desconstrução de estereótipos conservadores e sexistas e a construção de um ambiente de empatia e respeito.
Nós, como professoras, e sabendo que a própria história da pedagogia tem em si muitos pilares sexistas enraizados que refletem até os dias atuais (visto que muitas meninas ainda não podem ir à escola única  e exclusivamente por terem nascido meninas), temos a obrigação de instruir, orientar e participar da construção de uma educação para a igualdade de gênero.
Precisamos ajudar, principalmente as meninas, a desenvolver autoconfiança, para que saibam que seu gênero não as impede de aprender e conquistar o que desejam, uma vez que a educação ainda é a única forma e a mais eficaz de transpor barreiras e quem sabe, destruí-las. De uma vez. Por todas.

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