Resenha "Ciências e a BNCC: como ensinar vida e evolução"




Neste eixo temático, a proposta da nova BNCC é que os alunos tenham contato com os conceitos básicos da biologia, como classificação dos seres vivos, teoria evolutiva e biodiversidade, o que mostra que não houve uma mudança muito radical nos conteúdos programáticos em comparação à base anterior.
Podemos perceber, porém, que há uma ênfase maior em trabalhar as unidades interdisciplinarmente e de forma que a utilização de exemplos que envolvam a realidade dos estudantes seja facilitada. Para ilustrar, o artigo da revista Nova Escola traz uma reportagem que conta a experiência de uma professora com o fundamental 1, que usou das observações da turma do 4º ano para iniciar uma discussão sobre hábitos alimentares, correlacionando com o funcionamento do organismo e a importância das refeições.
No Fundamental 1, a unidade propõe além do entendimento das funções e reconhecimento da anatomia básica, que haja um espaço para debater características físicas que permitam ao aluno conhecer e respeitar a diversidade étnico-cultural. Além destes temas, é importante que se introduza noções de higiene e adoção de hábitos saudáveis, associando à prevenção de doenças causadas por microrganismos.
Já no Fundamental 2, há um foco maior no desenvolvimento do pensamento crítico do aluno principalmente em relação às questões ambientais, levando-os a refletir sobre os impactos do consumo excessivo, por exemplo. Mais do que isso, a abordagem investigativa trabalhada desde o Fundamental 1, terá propiciado a esses estudantes condições de propor alternativas e soluções para os problemas debatidos.
Na unidade sobre reprodução e sexualidade, o artigo sugere que é necessário que o estudo destes temas deve ser o mais abrangente possível, passando desde doenças sexualmente transmissíveis à discussão de políticas de saúde pública e participação do Estado. Se considerarmos que ainda este ano a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu um alerta sobre a falta de progresso da prevenção das DST’s (o que podemos relacionar diretamente à precariedade do ensino de educação sexual), é de suma importância que a escola contribua para esta pauta.
É claro que a escola sozinha não tem a obrigação de arcar com a responsabilidade de formar ética e moralmente os alunos, entretanto, ela também não deve ser excluída pois é parcela complementar da formação destes alunos-cidadãos; e possibilitar a discussão das pautas sugeridas na nova BNCC apenas reafirma a função social que a escola já tem.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Projeto de Ensino- Aprendizagem e PPP - Vasconcellos

Interdisciplinaridade e Integração dos Saberes - Resenha

Plano de Aula - Revisão 8º ano