Resumo Experimentos
VARELA, Joana1; CASSOL, Carla2;
Zimmermann, Thalita3
1 Aluna de
graduação (Licenciatura em Ciências Biológicas); bolsista do Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) - joanavarelad@gmail.com
2 Orientadora –
carlacassol@hotmail.com
3 Coorientadora
- thalita.zimmermann@vacaria.ifrs.edu.br
1.
Introdução
O Programa Institucional
de Iniciação à Docência (Pibid) possibilita aos integrantes exercitar metodologias
e recursos de ensino que viabilizem a aprendizagem significativa, além de auxiliar
na formação docente do licenciando. O uso de experimentos no ensino de ciências
para o ensino fundamental permite que os alunos façam conexões com o conteúdo já
aprendido e, desta forma, consolidem seu aprendizado. Segundo Ausubel (1982), a
aprendizagem significativa só se dá quando faz sentido para o aluno, sendo assim, utilizar
ferramentas didáticas que vão além das tradicionais aulas expositivas, é uma estratégia
que pode e deve ser usada para engajar os estudantes na construção do seu
próprio conhecimento.
Sendo assim, foi
proposto aos participantes do Pibid a elaboração e aplicação de um plano de
aula que utilizasse de uma nova abordagem para revisar um conteúdo que os estudantes
tenham apresentado dificuldade, permitindo que ao final da experiência, fosse
possível comparar os resultados da prática pedagógica aos obtidos apenas com a aula teórico-expositiva
ministrada. O presente trabalho tem como
objetivo avaliar a eficiência das aulas práticas e como elas oportunizam a
aprendizagem significativa.
2.
Material
e Métodos
A aplicação deste
plano de aula foi realizada na escola municipal Dom Henrique Gelain, parceira
do Pibid – IFRS Campus Vacaria, em uma turma do 7º ano, sob orientação
da professora de Ciências Carla Cassol. Após a escolha do conteúdo a ser
trabalhado, foram propostas duas experiências acerca dos Reinos Fungi e Monera,
visando facilitar a internalização dos saberes previamente adquiridos. Em “Minha
Bactéria de Estimação”, os alunos contaminaram cotonetes com bactérias
encontradas na sala de aula, as quais foram cultivadas em meio de cultura caseiro
(gelatina e caldo de carne), para observação do crescimento de colônias de
bactérias/fungos durante o período de uma semana.
A segunda experiência, “Inflando o Balão”, teve
por objetivo evidenciar o processo de fermentação alcoólica feito pela levedura
Saccharomyces cerevisiae, além de permitir a associação com a importância
econômica dos fungos e leveduras. Divididos em três grupos, os alunos montaram um
sistema utilizando água morna, fermento biológico (Saccharomyces cerevisiae)
e um dos aditivos: açúcar, sal ou fermento químico em uma das garrafas pet,
cujas bocas foram fechadas com balões. Os estudantes então, teriam de observar qual
deles inflaria, sendo capazes de relacionar o enchimento da
bexiga com o processo de degradação da glicose e a liberação de gás carbônico.
3.
Resultados
e Discussão
Os estudantes foram
participativos durante todo o processo, fazendo questionamentos e levantando
hipóteses. As experiências aplicadas não foram complexas e por isso possibilitaram
aos alunos utilizar do conhecimento já construído para confirmar e/ou refutar
as hipóteses que foram surgindo ao decorrer da aula. Foi possível notar o
interesse pela parte prática, entretanto, alguns alunos demonstraram certa
dificuldade quanto ao entendimento sobre o processo de fermentação, sendo a realização
da experiência fundamental para o esclarecimento do conteúdo.
Figura
1 – Colônias cultivadas em meio de cultura simples

Fonte: Acervo pessoal de Carla Cassol, 2019.
Figura
2 – Observação da fermentação

Fonte: Acervo pessoal de Carla Cassol, 2019.
4.
Considerações
finais
Considerando a situação
atual do ensino de ciências nas escolas brasileiras, os experimentos são uma ótima
estratégia para estimular os estudantes ao pensamento científico uma vez que
conseguem engajar e atrair a atenção dos estudantes, além de não necessitar de um
espaço específico para sua realização, visto que a realidade do ensino público não
é condizente com laboratórios de última geração. Podemos concluir que os conteúdos,
principalmente os mais complexos, são melhor assimilados se tiverem o suporte
de práticas pedagógicas diferenciadas que os tornem palpáveis perante a
realidade do aluno, cumprindo o papel de aprendizagem significativa.
AUSUBEL, D. P.
A aprendizagem
significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Moraes, 1982
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