Ensino de Botânica no 7º Ano do Ensino Fundamental: Possibilidades e Desafios (Artigo 39)

A aula prática sobre conteúdos de botânica, foi aplicada por uma das bolsistas do PIBID Ciências Biológicas da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Carine Peixoto. Percebendo o desinteresse e a dificuldade dos alunos em assimilar e relacionar os conteúdos de botânica, especialmente as nomenclaturas, faz com que os alunos acabem vendo a disciplina como algo muito distante de sua realidade, não permitindo que eles relacionem o conteúdo aprendido com a natureza que os rodeia. 
Uma das causas pode estar na formação dos licenciados mas também nos próprios currículos que apresentam os conteúdos de botânica fragmentados e muitas vezes fora de contexto. A apresentação tardia do conteúdo, também pode influenciar na falta de práticas, uma vez que estes geralmente são ensinados em um período diferente da época de floração, considerando a região onde a escola de localiza, Cerro Largo-RS.
A atividade escolhida trata de flores, inflorescência e folhas modificadas. Nela, os alunos foram convidados a observar quatro exemplares de flores, sendo elas hibisco, antúrio, zínia e três-Marias. Para a mobilização, os conceitos aprendidos anteriormente foram revisados, incluindo a parte de classificação e a morfologia. 
Para a construção do conhecimento, os alunos foram divididos em grupos onde receberam quatro amostras de flores para que pudessem tentar fazer a identificação das partes morfológicas através de desenhos.
A bolsista observou que os alunos confundiram as partes reprodutivas muitas vezes, e pareciam muito “reféns” do livro didático, apresentando dificuldade em reconhecer as estruturas sozinhos. Ao final da aula, apenas dois alunos puderam entregar a atividade completamente concluída, fato que fez com que a professora aumentasse o prazo de entrega para a aula seguinte.
Carine diz que ao comentar os conceitos, principalmente de inflorescência, os estudantes pareciam extremamente perdidos mas que ao mesmo tempo, a aula foi se tornando cada vez mais produtiva, pois os alunos foram ficando cada vez mais curiosos e fazendo muitas indagações e observações.
Além de sugerir uma revisão na ordem dos conteúdos no currículo, para que seja possível contextualizá-los com aulas práticas, a bolsista destaca o quanto o PIBID pode ajudar na formação como licencianda, visto que entrar em uma sala durante o decorrer da graduação, permite descobrir como  é o funcionamento de uma turma e quais dificuldades podem ser encontradas. Esta experiência possibilita a reflexão sobre os métodos de ensino ainda na formação inicial, permitindo que se pense em alternativas que possam viabilizar futuras mudanças significativas na prática docente.

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