De acordo com matéria publicada na revista Nova Escola, a educação sexual no Brasil continua sendo um tema bastante polêmico e consequentemente pouco abordado dentro das escolas. Segundo a psicóloga e educadora da Unesp, Mary Neide Figueiró, menos de 20% das escolas públicas têm projeto de educação voltados para a educação sexual de crianças e adolescentes no ensino fundamental. Apesar de alguns temas pontuais serem trabalhados, a educadora comenta que no Brasil faltam incentivos à projetos de formação para professores, que partam das próprias instituições, como o MEC. Tratar deste tema deveria ser algo já naturalizado, mas considerando que passamos por tempos difíceis de obscurantismo e ignorância, grande parte dos pais acreditam que falar sobre educação sexual na escola, vai de alguma forma incentivar seus filhos a querer fazer sexo. Perpetuar este tabu torna o assunto mais complexo do que ele realmente é, inviabilizando a possibilidade de ser trabalhado em sala de ...
De acordo com matéria publicada pela revista Nova Escola, em entrevista com a especialista em educação Lilian Bacich, a nova BNCC visa colocar o aluno em lugar de destaque na construção de seu próprio conhecimento, principalmente os científicos. Lilian explica que o primeiro passo a ser tomado quanto à preparação da escola para receber a BNCC reformulada, é o estudo do documento pelo corpo docente. Entender como ele se estrutura e organiza, quais são os seus objetivos e como eles devem ser aplicados em sala de aula, é um passo fundamental. Ela também enfatiza a importância de se estabelecer relações entre as disciplinas, para que os professores possam identificar possibilidades de contextualizar em diferentes contextos, promovendo a interdisciplinaridade. A visão da especialista é bastante otimista em relação à aplicação deste novo “encaminhamento metodológico”, evidenciando que através dele, os estudantes desenvolverão não só o pensamento científico, mas também crítico e criativ...
O artigo Interdisciplinaridade e Integração dos Saberes, transcrição da fala da professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Olga Pombo durante o Congresso Luso- Brasileiro de Epistemologia e Interdisciplinaridade na Pós- Graduação, realizado em Porto Alegre em 2014. Nele, Olga explica que apesar de ter sido convidada para "explicar como se faz interdisciplinaridade", ela não sabe como e pelas suas próprias palavras, "se atreve" a dizer que ninguém no local saberia. Ela ressalta que a banalização do termo está criando uma confusão muito grande no entendimento e aplicação do conceito, por ora indefinido. Muitas vezes a palavra "interdisciplinaridade" é usada simplesmente como "animação cultural" sendo equivocadamente associada à movimentos pedagógicos que não se enquadram na concepção da palavra, a qual ela sugere uma "proposta provisória de definição". Para Pombo, deter-se em afixos como multi, inter, pluri e t...
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