Segundo Vasconcellos, o Planejamento é a chave para o sucesso da educação escolar, não importando o nível em que este se encontre (Projeto Curricular, Projeto de Ensino-Aprendizagem, Projeto Político-Pedagógico, Projeto de Trabalho). Entretanto, enquanto o Projeto Político Pedagógico diz respeito à proposta educacional da escola, em conjunto com a comunidade; o Projeto de Ensino- Aprendizagem se aproxima mais da sala de aula e do professor, tangendo o aspecto didático. Desse modo, as "três dimensões básicas" do Planejamento, citadas pelo autor, se tornam passos obrigatórios para a elaboração de um Projeto de Ensino-Aprendizagem: 1. Análise da Realidade - neste primeiro momento, as necessidades da comunidade escolar são analisadas sob abordagem social, histórica, cultural, econômica, psicológica, pedagógica, etc a fim de direcionar as finalidades do Projeto; 2. Projeção de Finalidades - baseando-se nas eventuais carências, o professor poderá decidir qual se...
O artigo Interdisciplinaridade e Integração dos Saberes, transcrição da fala da professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Olga Pombo durante o Congresso Luso- Brasileiro de Epistemologia e Interdisciplinaridade na Pós- Graduação, realizado em Porto Alegre em 2014. Nele, Olga explica que apesar de ter sido convidada para "explicar como se faz interdisciplinaridade", ela não sabe como e pelas suas próprias palavras, "se atreve" a dizer que ninguém no local saberia. Ela ressalta que a banalização do termo está criando uma confusão muito grande no entendimento e aplicação do conceito, por ora indefinido. Muitas vezes a palavra "interdisciplinaridade" é usada simplesmente como "animação cultural" sendo equivocadamente associada à movimentos pedagógicos que não se enquadram na concepção da palavra, a qual ela sugere uma "proposta provisória de definição". Para Pombo, deter-se em afixos como multi, inter, pluri e t...
O artigo discutido foi escrito pelo especialista em Educação e professor adjunto do University College of London (UCL) há 50 anos, Michael Young. Defensor do currículo centrado em disciplinas, Young discorre sobre as reformas educacionais as quais alguns países europeus foram submetidos, incluindo o seu próprio, Inglaterra. Inicialmente, para que seja possível compreender a visão de Young, é necessário analisar o contexto no qual o artigo foi escrito, visto que, da forma como está apresentado, acaba refletindo uma linha de pensamento um tanto quanto extremista. De acordo com ele, o grande nível de evasão apresentado pelas escolas inglesas se deve justamente ao desinteresse dos alunos em relação às novas propostas pedagógicas propiciadas pela reforma. Principal autor da Nova Sociologia da Educação, Young se baseia no conhecimento através de conceitos e não habilidades e por isso, defende religiosamente que currículos mais flexíveis no que diz respeito à inter...
Comentários
Postar um comentário